Deixa que queime ate se apagarem as brasas... Renascer das cinzas

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Agora que o silêncio é um mar sem ondas, E que nele posso navegar sem rumo, Não respondas Às urgentes perguntas Que te fiz. Deixa-me ser feliz Assim, Já tão longe de ti como de mim. Perde-se a vida a desejá-la tanto. Só soubemos sofrer, enquanto O nosso amor Durou. Mas o tempo passou, Há calmaria... Não perturbes a paz que me foi dada. Ouvir de novo a tua voz seria Matar a sede com água salgada. Miguel Torga

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Dá-me outra vez o sabor da tua pele, As mãos que enlouquecem e me sufocam... Dá-me o prazer quente e amargo de fel, Abraços seguros que me confortam. Rasgas-me o peito, a alma e o olhar, Com a tua fome de carne mundana. Esse teu jeito de querer e tocar, Que prende quem queiseres à tua cama. Verás que a vontade de nao gostar, De nao querer prender, por medo de largar, Serão o teu peso mais insustentável... E então, amor, espero estar a teu lado, E desejar-te mais ao fim do dia... e ter a coragem de negar-te. Ou a covardia. Biana Moreira 8 maio 2012