Deixa que queime ate se apagarem as brasas... Renascer das cinzas

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Pára

Pára. Deixa-me ao sabor do vento. Deixa-me repousar. Encontrar em mim os pedaços que deixei contigo. Deixa a espuma da maré chegar a mim. Desta vez não tenho medo. Desta vez estou mais sozinha que sempre e não tenho medo, não tentes ser o pilar que não preciso que sejas. És mais um vendaval que uma corrente. Na verdade tens uma hábil qualidade de ser os dois. É preciso largar-me da tua forma de agarrar.

Guardarei as nossas memórias no lugar mais suave. Prometo que as levo comigo para sempre, para aquele sítio onde julgámos um dia caminhar em conjunto. Esse tempo já não nos pertence. Onde é que deixámos o carinho que perdemos? Onde é que ficámos? Dói largar o amor que acabámos por deixar nos cantos onde nos amámos um dia.

Porque vai haver um dia em que só vai restar o perfume do que foi dito… e mesmo que o queiras apagar ele não se vai embora. Nunca. E nesse dia espero poder senti-lo com carinho. Transformas as nossas cinzas em lama. Outra vez… Por vezes parece que já não te conheço.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

...

Perco-me no teu toque
Aceso, frio e desconcertante,
Na tua malícia de amante...
Deixo que me reconforte

Perco a calma que ainda guardo,
A mente à força da paixão..
Os nossos gemidos cheios de solidão
arrastam-me em chama. E ardo.

Perco-me no que me mostras
Para nunca mais me encontrar,
Ao sabor das palavras soltas...

Consomes tudo o que há para queimar
E eu guardo as cinzas do meu corpo,
Deste amor que nunca me vou perdoar...

31 Janeiro 2012

:')

Hoje escrevo para mim e para ti, sem saberes que existes no meu ser. Hoje e sempre.
Escrevo o que me vai na alma.
Se algum dia souberes de mim, espero que me encontres aqui,
no lugar onde não se cresce, no lugar dos sonhos,
na Terra do Nunca.