Aceso, frio e desconcertante,
Na tua malícia de amante...
Deixo que me reconforte
Perco a calma que ainda guardo,
A mente à força da paixão..
Os nossos gemidos cheios de solidão
arrastam-me em chama. E ardo.
Perco-me no que me mostras
Para nunca mais me encontrar,
Ao sabor das palavras soltas...
Consomes tudo o que há para queimar
E eu guardo as cinzas do meu corpo,
Deste amor que nunca me vou perdoar...
31 Janeiro 2012
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